6 de abr. de 2010

Vru vu vu

Ah não! De novo não!

Era o máximo que João conseguia pensar naquela rua esburacada, no escuro daquele ônibus.

- Não devia ter enfiado no bucho toda aquela vaca atolada, agora to quase atolado. Devia era tê economizado e comprado a passage do buso cum casinha. Agora to nessa situação; precisando agilizar o serviço, mais zóio dum lado e “mato”, do outro “mato”.

A maió pasmacera, os povo tudu drumino, tava aguentano bem inté agora, mais num dá, num dá. Já to suano frio e esse vru vu vu na barriga tá me envergando a espinhela. Tentei cê cabra macho, nem dá trela, mais num guento mais não.

- Diacho! Agora! É agora.

- Motoristaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaa! Para esse ônibus que eu quero cagá.

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